Com um percurso marcado por exposições coletivas e individuais em Portugal e França, Albino Castro tem vindo a afirmar-se como um intérprete sensível da cultura minhota, transformando o quotidiano e os símbolos locais em narrativas visuais carregadas de emoção e autenticidade.
Nesta mostra patente no Flôr de Sal by The Editory, o artista centra o seu olhar sobre os barcos que repousam no rio Lima — não apenas como embarcações, mas como testemunhos vivos da memória coletiva de Viana. Ao sabor das marés, a madeira e o ferro parecem respirar o Atlântico, evocando histórias de mareantes, de trabalho, de partidas e regressos. Cada pintura traduz essa relação íntima entre o rio e a cidade, numa simbiose onde as embarcações dão ritmo e alma à paisagem.
Para lém de representar o Lima, Albino Castro procura captar a pulsação silenciosa que une o homem, o rio e o mar, perpetuando através da arte uma identidade profundamente ligada à tradição marítima vianense.